Essas
expressões vêm sido usadas de forma, em que seus significados são bem flexíveis
na valoração de coisas e atitudes de pessoas. Estas ganharam certa notoriedade
depois do iluminismo, quando alguns pensadores, como Immanuel Kant, sec. XVIII,
em suas analises, levaram a bivalência ou "mais valências" a verdade (relativismo),
isto é, as coisas e pessoas não tinham mais significados concretos. Toda construção
de valores era esteio que compunha de vários aspectos sociais, ontológicos e
inatos. Sendo assim, o abstrato tem mais valor que o concreto, o vivido e o
definido no real. Os argumentos usados pelos pensadores parecem bem
convincentes se colocarmos a humanidade como autora principal de seus processos
e demandas na historia.
No texto do evangelho de
Matheus 19:16-22, Jesus entra em um dialogo com o jovem rico. Texto muito
conhecido pelo ensino moral que prega ideia de que não adianta verificar (obedecer)
toda a lei, se seu coração não está em adoração ao Autor da Lei; e que é fácil
corromper-se dessa forma, quando estamos apegados a coisas deste mundo. Pois
bem, o que fica não muito em evidencia neste texto é o versículo 17, quando
diz: " Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me pergunta sobre o que é bom?
Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos
mandamentos" (ARA).
O interessante nesta passagem é a
primeira sentença , na fala de Jesus: "... que você me pergunta sobre o que é
bom?..." O jovem, ao iniciar a conversa, teria perguntado a Jesus
o que ele poderia fazer de bom para alcançar a vida eterna. Jesus, o nosso Mestre,
já havia percebido o intento no coração do jovem. O que melhor poderia fazer de
bom, já que ele era detentor de tantas riquezas, abastado pela vida, e ainda ,
tinha convicção de seus deveres com a lei? O sentimento que pode vir, ao
pensarmos no dialogo, é que Jesus já tinha dado a resposta a ele desde a
primeira fala. Para pessoas que não sentem falta de nada, nem de Deus, "o
bom" é alcançável pela força de suas mãos, pela força de suas posses. Não
venho aqui dizer o servo do Senhor não pode ter posses e adquirir o melhor
desta terra, na verdade, o intento é argumentar sobre o que o mundanismo tem
feito com as convicções que devemos ter em Deus. Que por mais que o mundo não
dê as certezas, que para nós são demandas, o Autor e Consumador da fé dará, mesmo que a circunstância pareça contraria. A palavra nos
admoesta ao "sim sim e não não" (Matheus 5:37). Ela não nos faz
pensar que "o bom" é circunstancial ou subjetivo. Ela nos direciona,
não importa a condição de vida, que o Pai, o Filho e Espírito Santos são mais
que suficientes para nos dá aquilo que necessitamos.
No
texto do livro de Isaias 5:20-2, diz : “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal;
que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce
amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si
mesmos!”. Mais uma vez Deus,
por intermédio do profeta, nos admoesta acerca do relativismo causado do
pensamento humano. O profeta é enfático neste trecho sobre os pecados que podem
parecer bons, pois temporariamente nos trazem sentimentos que nos desviam das ocorrências
da vida. Pecados estes que provocam em nós um sentimento de satisfação, mas na verdade
estão em desagrado com a essência da verdade das Escrituras, com a intenção de
suprir suas necessidades pessoais (alma e carne).
Por isso queridos, olhem
para luz da verdade que é a Palavra, o próprio verbo que se fez homem. Não dê
espaços para limitações de filosofia humana. Existe, ao nosso alcance, Aquele
que produz em nós refrigério. Aquele que produz em nós "a fé, a esperança
e amor" (1 Co.13:13a). Produz aquilo que mais precisamos, pela fé em
Cristo na Sua palavra, que é obedecer.
"Assegurou-lhes
Jesus: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.(
João 14:6)"
Sola scriptura