sábado, 14 de fevereiro de 2015

Aprendendo a viver o Evangelho por Guthiere Fialho


Muito de nós esquecemos que quando viemos viver a graça, passamos por processos de transformações, que posso dizer hoje: escabroso; e posso até dizer mais: terrível. Justifico esse minha primeira frase no que tem haver com as concepções e modos de vida, que antes foram, e não são, nem poder ser mais.                                                                                                                       

Viver uma vida pautada na palavra é, acima de tudo, deixar morrer. E "Morrer" não é algo fácil. É um processo de termino, de fim. E para agravar a tese, "morrer" em vida parece demandar muito mais de nós. É, simplesmente, sofrer com Cristo, lhe dar com as consequências de suas marcas, com sorriso no rosto, um sorriso de amor pelo próximo, mesmo que esse próximo não atenda nossas expectativas e demandas. Lembre o que Paulo diz ao povo da Galácia :

 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim."Gálatas 2:20                                           

Vejo, nestes espaços de convívio, que hoje é muito mais virtual que real, as pessoas, sobretudo "cristãos", deixando suas máscaras caírem, pois é como disse um homem que tenho grande admiração: "Deixamos falar até quando estamos calados". Agora, imagine você, quando as fotos, mensagens e comentários deixam falar (Mt 12 :34)? É intrigante como a Palavra arrebata a verdade e aplicação da vida. Só mesmo o Autor da vida poderia ser tão penetrante e preciso na colocação.                                                                                                                                     

Morrer meus caros, é deixar os sentimentos mais sutis, se esvaírem. Mesmo que doa, mesmo que seja um "osso travado na garganta" , pois esse processo é que lhe esmera no melhor do evangelho. Mas alguém pode perguntar: " Você pede para que eu seja passivo à tudo?" Minha resposta: "Não". Você deve, veja  bem, deve brigar por seus direitos, quer seja ele civis, institucionais, profissionais , enfim...                                                                                                        

No  entanto, brigar por deveres quase nenhum quer. Revindicar por ordenanças que a nova vida nos impõe, isso quase não se aplica. Temos uma notória satisfação em direitos, pois esse nos encobre de razões e argumentos, mas quando chega a hora de nos doar, é ae que a nossa morte é revelada e pedi suas exigências. Amados, o principio da vida no evangelho , que significa boas novas,  é a morte de sua vida, mesmo que e isso doa.                                           

Como estamos falando de aprendizado, nada melhor que ver conceitos e exemplos. E como estamos falando de evangelho, faça a seguinte pergunta: O que Jesus sentiria, falaria , enfim, se comportaria se estivesse passando por isso que estou agora? Qual seria sua contribuição neste fato? Ele viveu a vida de homem,e passou por todas a demandas de um homem (Fp 2:6,7), as resistiu aquelas que o fariam desviar da ordenança do Pai. Foi irrepressível nos atos, e nos pensamentos (Hb 4:15).                                             
Sei que, em muitos do casos, a igreja, a comunidade que fazemos parte,  hoje, com o individualismo aflorado, tem permitido que exerçamos muito mais os direitos que os deveres, mas lembre-se primeiro da nossa busca de imitação maior: Cristo. Ele não falha e lhe dará, o que é devido, na hora certa.


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